domingo, 5 de junho de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Insegurança, pode ser medo, medo de sofrer.

Há feridas que não curam, estão sempre ali, para serem cutucadas, remexidas a sangrar, há dias que dói sem motivo evidente, só doem.
Não há lágrimas hoje, não há dor, somente feridas, nem cicatrizadas, nem abertas, somente feridas.
Talvez o medo da dor que me impeça de ir fundo, de mexer pra valer, arrancar tudo o que me faz sofrer, é sim, o medo da dor que manda em mim, e por isso essa insegurança, que toma conta de mim, que trás junto ainda a ansiedade, ansiedade que passe logo tudo que me machuca, ou possa a vir a me machucar, que passe o medo de viver, de errar, que passe o medo de ser julgada, e de amar, que passe o medo e leve a dor, e pode deixar cicatriz que nem vou me importar.

Eu já deveria ter aprendido a lidar com meu descontrole, mas essa loucura me pertence. Ainda em busca de alguma explicação, algo mais, sempre mais.
Ninguém poderia entender, por que não há nada ali ou aqui, somente eu, somente minha loucura, presente, constante, diferente, não busco ser igual a ninguém, ser eu me basta, acho engraçado até as veze,s como é que posso, ser assim tão perdida desse mundo, desligada da realidade, absorta de assuntos fúteis  e da vida alheia, não me interessam nomes, faces, mídias, burburinho, falatório, novelas com seus finais iguais e previsíveis, quero filmes verdadeiros, que toquem o coração, quero sentimentos, quero sensações, como esta que sinto quando estou a sós com vc ,minha loucura, quando vc se faz presente e eu consciente de sua presença, é bom demais, engraçado e triste; eu não desejava ser igual, na maioria das vezes, gosto mesmo de ser única, mas as vezes sou preconceituosa comigo e desejo ser normal, pra viver igual, eu agora não me vejo assim, sem momentos a contemplar a vida, a realidade fora de mim, como só mais uma personagem, que passa desapercebida da vida, ninguém me vê, eu vejo todos, mas não vejo ninguém. Uma bela visão, ampla das coisas, e eu também estou ali.
Ali sentada sentindo o calor do copo em suas mãos, o belo aroma invade seu corpo, penso até que poderia ser assim o efeito das drogas, como a loucura age em mim, alucinante, delirante e real, não, não foi o copo que me trouxe aqui, eu vim antes de o ter em minhas mãos, eu vim de longe, o copo só fez parte da situação, situação..
novamente ela veio me fazer companhia, a dias que não a via, há dias e dias, e eu estou sempre aqui, eu continuo aqui.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A dias de tudo e nada, onde só uma boa música basta, seguida de algumas palavras, não ditas e nem choradas apenas ditadas, escritas e guardadas. há dias de busca de compreensão há dias de pura ilusão.
Bem mais que um carinho ou um abraço de irmão, um olhar de aquecer o coração, vêem assim das palavras de uma simples canção, a busca da solidão, companhia que jamais diz não, jamais te pretere a ninguém, você sempre será prioridade, ela sempre estará disponível a entender seu coração.
Ajustes de uma mente sem limites, carregando aqueles detalhes ditos urgentes por toda essa gente que nem sequer sente, e ainda mente! priorizando a visão de horizontes mais distantes, que os próprios ditames fluentes, procurando um lugar alem dos existentes, utopia urgente.
 A necessidade de preocupação, ilusão, a busca de um aconchego em tuas mãos, a procura de compreenção em apenas um olhar, o desejo de encontrar o que se procura, sem saber o que procurar, deveria ser assim, perfeita sintonia sem de palavras precisar, muito menos explicações, apenas o olhar a conversar.
Longas noites a procurar, longas tardes a desejar, muitas manhãs a imaginar o quão perfeito deveria ser o amor, feito apenas de amanhacer e entardecer, feito apenas de eu e você. 
Um anjo veio me visitar e ele me disse para não mais chorar, ele veio só para me ajudar, a proceguir a caminhar, veio meu anjo querido a me guiar, veio assim a me acompanhar, não mais me deixará. Um anjo de verdade, um anjo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

..quando se está cansado de tudo, alegre pelo simples fato de existir, nervosa pelo incerto, futuro , impaciente e ansioso, carente e inseguro, se está necessitando de alguem com quem dividir. talvez vc.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos." Oscar Wilde Verba volant, scripta manent.

 
ontem eu estava tão bem e hoje nem vem
ontem eu estava normal, já hoje tão mal
agora que tudo passou, e só
restou o só, calma e tranquilidade
arrepios e saudade, pensamentos,
sonhos, ilusões, felicidade a cada
detalhe, a cada suspirar.
Adoro te olhar, sentir seu cheiro,
amar além do provável, do possível
adoro pensar, desejar, sonhar além 
de meus próprios sonhos
Pequenas ilusões, grandes sensações
amar é inevitável, quando se tem
um bom coração


 











Plágio

Sou meio Cazuza, totalmente exagerada. E eu quero... quero muito "ser teu pão, ser tua
comida todo amor que houver nessa vida"... Diria mesmo que sem dinheiro, sem garantia. Sou, assim, "maior abandonada" e bato a tua porta, "perdida: sem pai nem mãe, querendo a tua mão e um pouquinho do braço" querendo tua atenção, teu colo, teu corpo, tua mente, teu eu, teu ser, tudo e nada que possas me oferecer. "Teu corpo, com amor ou não." Apenas, pequenas porções de ilusão. Porque: "mentiras sinceras me interessam!"
Eu sou assim, meio Clarice Lispector: às vezes calmaria, outras: tua Tempestade. Afinal: "Posso ser leve feito uma brisa ou forte feito uma ventania" Depende de como me vês passar. Depende de como me lês... depende se queres me entender ou não. Mas eu, assim como a vida, "Ultrapaso qualquer entendimento."
Sou meio Renato Russo, às vezes autodestrutiva, as veses corrompida, às vezes "A força da Vida".
Sou meio Pink Floyd : cheia de fases e viajo em cada uma delas... Às vezes multicolorida, divertida. Às vezes clássica e elegante. Às vezes deprimida, doente, pulsante. Porém, sempre progressiva, constante...
Sou meio dolorida e meio alegre, como o choro em um solo de guitarra. Sou como a simplicidade e a beleza traduzida nas teclas de um piano. Sou a contradição de uma música muda, composta só de letra... Sou como um raio que rompe a escuridão da tempestade, como um grito que agride o silêncio, como o véu que esconde a pureza, como a máscara que se usa para incobrir a tristeza. Sou assim: a linha tênua entre a menina e a mulher, às vezes alegre, em outras triste. Sou o que eu quiser...
Às vezes sou antiga, empoeirada e saudoza feitos meus velhos discos de vinil. Sou incompreendida, uma alma do passado presa a conceitos talvez antiquados que fazem de mim um misto de mistério, desejo, incompreensão.
Sou como meus bichinhos de pelúcia, terna, delicada, fofa e meiga para quem merece meu carinho e conquista meu coração. Sou também forte, quente e causo dor aqueles que rompem a linha tênue entre meu ódio e meu amor.
Sou de extremos, mas sou de verdade. Sinto, penso, vivo, tudo com total entrega e sensibilidade. Não consigo ser pela metade. Não consigo amar pouco, não consigo sofrer de quase ou viver de pode ser... Como diria Cazuza: "É matar ou morrer!"
É isto que sou. Um plágio de meu outro lado, um misto do que gosto e do que desgosto. Uma mistura entre minhas paixões e minhas decepções e tudo que passo se não me mata, me fere isto é fato, porém de torna mais forte.
Sou o que sou e se isto te causa dor sinto muito, mas ainda assim é bem melhor que a inútil indirença de passar pela vida de alguém sem deixar marcas. Sem amar.
Sou marcada a ferro e fogo por tudo que vivi e que sofri. E como a Rosa tenho meus espinhos. Posso te marcar sutilmente como um veludo acariciando tua pele ou como arranhões entrando em tua carne. Mas, de alguma forma irei te marcar porque sou várias. Sou alegre, sou triste, sou insegura e determinada, ou frágil e mortal, sou tua ou não. Mas nunca vazia. Posso ser quente ou fria, mas sempre vais me sentir.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Boneca de Pedra

Sim boneca de pedra
Despida de vida
Sem sentimentos
Sendo assim usada
Trocada, largada,
Vivendo outras histórias
Outras vidas, sem vida
Boneca, beleza
Sentimentos em pedra
Você não existe sem minha permissão
Você não existe sem meus movimentos
Você não existe sem meus pensamentos, sentimentos
Você é só uma boneca
Boneca de pedra.